VUCA X BANI: habilidades e estratégias para liderar um estilo de trabalho mundial

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Com o início da pandemia, em um cenário de incertezas no mercado de trabalho, o conceito de mundo VUCA passou a aparecer com mais frequência entre os gestores e empresários que buscavam orientações para suas empresas sobreviverem nesta nova realidade.

Entretanto, com o passar do tempo, a pandemia mostrou que a estratégia VUCA não era suficiente para os problemas que a realidade trazia e, assim, surgiu uma nova denominação para o cenário atual: o BANI.

Qual o significado e conceito de VUCA e BANI? Por que o BANI é mais adequado para o momento atual? Como se preparar para o mundo BANI? Entenda, acompanhando este artigo. 

 

O que é mundo VUCA?

Durante esses tempos sem precedentes, você pode ter encontrado a sigla VUCA. Esta é uma maneira simples de descrever uma situação complexa por meio de quatro elementos principais: V.U.C.A. Mas qual o significado desse conceito? Confira abaixo:

V – Volatility (volatilidade): falta de estabilidade e previsibilidade.

U – Uncertainty (incerteza): falta de capacidade de prever quais mudanças importantes podem vir.

C – Complexity (complexidade): movendo-se de maneiras que os especialistas nunca viram antes.

A – Ambiguity (ambiguidade): problemas em entender qual é o melhor curso de ação.

O VUCA não é novo: foi criado há quase 30 anos por estrategistas militares e finalmente se espalhou no mundo dos negócios nos últimos 20 anos. 

É frequentemente usado por executivos e escolas de negócios, a fim de ilustrar, navegar e mapear estratégias para um ambiente de negócios disruptivos – especificamente ‘disrupções’ de negócios associadas à Indústria 4.0.

A sigla foi popularizada pelo Exército dos Estados Unidos como resultado das condições extremas no Afeganistão e no Iraque. Essas condições eram totalmente novas e mudaram a natureza da guerra. Daí os paralelos para lidar com ambientes de negócios ‘digitalizados’ e em constante mudança.

 

O que é o mundo BANI?

Em um artigo recente na WIRED MAGAZINE, revista mensal estadunidense de tecnologia, ciência, entretenimento, design e negócios, constava um assunto muito interessante: “Como as empresas podem se reorganizar para um mundo imprevisível?”

Nessa ocasião, eles introduziram uma nova sigla, a BANI (não tente pesquisá-la no Google, sua pesquisa irá apontar para Ban Asbestos Network of India).

Como eles recomendam, a sigla é muito mais apropriada para explicar o mundo dos negócios com os impactos da pandemia do que a tão comentada sigla VUCA, mais comumente usada para explicar o mundo do trabalho e dos negócios em mudança exponencial. Qual o significado e o conceito por trás de BANI? Confira abaixo:

B – Brittle (frágil): fácil de quebrar, sujeito a uma falha total e repentina.

A – Anxious (ansioso): medo de que qualquer escolha que possamos fazer possa ser a errada.

N – Nonlinear (não linear): desconexão entre causa e efeito no tempo, proporção, percepção.

I – Incomprehensible (incompreensível): extremamente difícil, senão impossível, de entender.

Como podemos ver, BANI significa fragilidade, ansiedade, não linearidade e incompreensibilidade, o que, infelizmente, ilustra melhor o mundo da COVID-19 de 2020/2021.

No artigo, ainda consta a seguinte afirmação: “as empresas buscariam um modelo linear de como o mundo funcionava. Isso é bom até certo ponto. E o ponto em que deixa de ser bom é aquele a que chegamos de forma muito definitiva no último ano”.

Todo empresário concorda que não foram apenas os quase 12 meses de bloqueio que foram devastadores para seus negócios, mas agora há o insulto adicional de incerteza pelo resto desse ano que mal iniciou.

Mas devemos seguir em frente.

E quando o fizermos, precisamos enquadrar nossos desafios de negócios, usando a sigla BANI, e estar especificamente atentos às duas últimas letras da sigla: não linearidade e incompreensibilidade.

Se você adotar a não linearidade e a incompreensibilidade, talvez precise chegar a um acordo com a dura realidade de que seu modelo de negócios original (ou parte dele) está congelado em um estado pré-pandêmico e precisa ser reformulado.

Porém, se a não linearidade e a incompreensibilidade são tudo com que você tem que trabalhar, como definir uma estratégia e metas para um cenário não linear e inconsistente?

É aqui que as estratégias transitórias e de curto prazo devem ser testadas. Não há regras fixas e toda essa difícil situação continuará em 2021. É hora de adotar a manobra de velejar, de virar: a arte de virar a proa (frente) do barco através do vento contrário, de modo que o vento mude de um lado do barco para o outro.

A profundidade da incerteza para o resto do ano é preocupante, razão pela qual as estratégias de longo prazo agora são fúteis. Ninguém sabe como o mundo vai sair da pandemia, então o melhor que você pode fazer agora é garantir que seu negócio sobreviva, custe o que custar.

Na maioria dos casos, isso significa tentativa por erro: teste novos serviços, novas ofertas de produtos, novos meios de comunicação e linguagem. Algumas ideias podem até parecer ilógicas ou fora do centro de seu modelo de negócios principal, mas se ajudarem a enfrentar a tempestade, é tudo o que realmente importa.

Quem sabe, você pode abandonar a estratégia transitória quando a pandemia estiver sob controle ou pode simplesmente descobrir que inadvertidamente direcionou seus negócios para algo mais apropriado para um mundo pós-pandemia. Mas você nunca saberá, a menos que siga em águas desconhecidas.

 

Como se preparar para o mundo BANI?

Não existem mais regras fixas. Nesse mundo caótico, passamos a ter uma grande incerteza do que está por vir. Percebemos, em níveis pessoal e profissional, que estratégias de longo prazo não fazem mais sentido. O que acontecerá daqui a 6 meses? Um ano?

Empresas querem garantir a sobrevivência. Negócios testam novos serviços, novos meios de comunicação, nova linguagem. Algumas ideias pareceriam ilógicas meses atrás e não estavam em nenhum planejamento. Mas, em um ambiente BANI, aprendemos que nada é certo e nada é para sempre. O que importa é passar pela tempestade.

Para passar pela tempestade com relativa desenvoltura; para dar sentido ao mundo de novo; para compreender melhor as ligações entre causas e efeitos; para encontrar uma estrutura estável para determinar o que está acontecendo no mundo, considere as seguintes orientações:

  • Se algo é frágil, precisamos mostrar capacidade e resiliência.
  • Se nos sentimos ansiosos, precisamos de empatia e atenção plena.
  • Se algo não é linear, exige contexto e adaptabilidade.
  • Se algo é incompreensível, exige transparência e intuição.

Como diz a frase do filósofo Heráclito de Éfeso: “a única constante é a mudança”. Apesar de ele ter vivido antes de Cristo, a frase faz todo o sentido ainda, especialmente, hoje em dia. Se em um mundo VUCA tínhamos ambiguidade e instabilidade, com o BANI temos o caos e a incompreensão de como todo esse mesmo caos surgiu.

 

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