O que é Internet das coisas e qual a sua importância para as empresas?

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Uma das principais tendências tecnológicas estratégicas dos últimos anos é a internet das coisas. Ela tem representado, para várias empresas, a chance de aumentar o nível de inovação no ambiente de trabalho e de criar rotinas precisas e com direcionamento otimizado. Automatizando tarefas e coletando mais dados sobre o funcionamento de serviços, negócios conseguem tornar-se mais competitivos e eficientes.

Se você quer saber como isso é feito e qual o impacto da internet das coisas no ambiente corporativo, confira o nosso post de hoje!

O que é a internet das coisas

O termo internet das coisas (IoT, ou internet of things) é normalmente utilizado para definir um conjunto de gadgets inteligentes que são capazes de conectarem-se a redes sem fio e de efetuarem a coleta e a troca de dados do ambiente em que estão inseridos. Essas informações podem ser utilizadas para análise de serviços, otimização de ambientes ou mesmo a automação de tarefas básicas.

São exemplos de gadgets da internet das coisas:

  • os termostatos capazes de ajustar a temperatura de um ambiente de acordo com fatores externos;
  • as cafeteiras que conectam-se a redes WiFi para receber comandos;
  • e até mesmo rastreadores de atividade física.

Por serem flexíveis, tais dispositivos podem ser integrados facilmente a ambientes domésticos e corporativos.

Como a internet das coisas pode impactar o negócio

No meio corporativo, a internet das coisas tem um grande potencial para gerar serviços mais competitivos e eficientes. Essa tendência pode ser aplicada internamente, para melhoria do ambiente de trabalho, reduzindo custos e otimizando rotinas. Assim, a empresa consegue direcionar mais recursos para investimentos internos.

Também há a possibilidade da IoT ser vista como uma forma de coletar mais dados sobre clientes e parceiros comerciais. Isso é algo fundamental para o melhor direcionamento de serviços: com mais registros, a companhia pode criar um fluxo de trabalho que seja direcionado para as demandas do mercado.

Uma companhia que fornece seguros para automóveis, por exemplo, pode criar pacotes personalizados de acordo com o perfil de cada consumidor. Com o auxílio de sensores instalados em automóveis, será possível identificar como cada pessoa utiliza o seu carro. Dessa forma, a empresa terá maior capacidade de identificar o risco envolvido em cada contrato por meio da análise de dados de consumo de combustível, velocidade média e locais de uso.

O mesmo vale para as empresas de planos de saúde. Com o auxílio de fitness trackers, tais empresas conseguem identificar com alta precisão o nível de atividade física de cada cliente. Utilizando tais dados, a companhia poderá criar planos de acordo com o perfil de cada cliente, cobrando mais de pessoas com baixo nível de atividade ou que tenham outros comportamentos de risco, como poucas horas de sono diárias.

Os fitness trackers também são úteis no ambiente hospitalar. Muitos equipamentos são capazes de coletar dados sobre o batimento cardíaco de uma pessoa, as suas horas de sono e mesmo o nível de estresse corporal. Enviadas para smartphones, tais informações podem ser verificadas pelo médico logo após serem geradas.

Em processos clínicos, esse fator possui um papel-chave. O médico poderá avaliar como o paciente responde a um tratamento com uma quantidade muito maior de informações e, assim, efetuar diagnósticos mais precisos.

Empresas também podem utilizar a IoT para melhorar o ambiente de trabalho. Um termostato inteligente consegue modificar a temperatura de um ambiente de acordo com o horário ou o número de pessoas presentes, reduzindo os custos com equipamentos de refrigeração. Já sensores de presença detectam automaticamente a chegada de uma pessoa, eliminando erros no sistema de ponto eletrônico.

O uso de dados coletados a partir de dispositivos da internet das coisas traz para o negócio a possibilidade de efetuar análises de mercado muito mais precisas. Como tais soluções coletam registros continuamente, a empresa conseguirá criar perfis de consumo de alta precisão. Assim, gestores poderão definir estratégias de maior impacto, que gerem uma grande lucratividade a médio e longo prazos.

Investindo na internet das coisas em busca do máximo de retorno

Apesar do seu papel estratégico, o investimento na internet das coisas representa um desafio para empresas. Se for mal planejada, a aquisição de dispositivos inteligentes é capaz de ampliar o número de vulnerabilidades no ambiente corporativo, criando um cenário em que a companhia fica exposta a ataques e pode sofrer vazamentos de dados privados.

Para evitar esse cenário, deve-se utilizar uma série de estratégias que, em conjunto, reduzem vulnerabilidades e brechas de segurança. As senhas de acesso a painéis de configuração, por exemplo, sempre devem ter um nível de complexidade alto. Sendo compostas por letras, números, símbolos, variação de maiúsculas e minúsculas e trocadas regularmente, as chances de um ataque obter sucesso caem drasticamente.

Os sistemas de gerenciamento precisam estar sempre atualizados. Crie rotinas de homologação e implementação de updates e correções de segurança ágeis, que reduzam ao máximo o tempo para as mudanças serem executadas. Dessa forma, a empresa acessará novas funcionalidades e patches críticos com rapidez.

Para evitar que vulnerabilidades no restante da infraestrutura de TI sejam utilizadas para obter acesso a tais dispositivos, não se esqueça de segmentar a rede. Crie um domínio próprio para os dispositivos da internet das coisas, isolando-os do restante dos outros aparelhos. Assim, em caso de falhas, eles não serão afetados (e não causarão um grande impacto no resto do negócio).

É importante que toda a política de segurança digital seja revisada. Avalie o impacto causado pelos dispositivos da internet das coisas, levante riscos e crie medidas de contenção.

Também faça um planejamento estratégico que envolva o treinamento de profissionais de TI e a documentação de todas as medidas de manutenção e correção de falhas. Isso terá um impacto direto no tempo de resposta a eventuais problemas a médio e longo prazos.

Hoje, investir na internet das coisas é um processo estratégico, que pode ter um grande impacto na lucratividade do negócio. Por meio de tais dispositivos, a empresa consegue aumentar o seu nível de inovação, criar rotinas de alta performance e avaliar a melhor forma de atender consumidores e parceiros comerciais.

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