Hiperconectividade: como ela ainda vai transformar os negócios

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Uma das principais tendências tecnológicas da atualidade, a hiperconectividade está movimentando a economia digital em todo o mundo. Ela é resultado do crescimento exponencial das mais variadas formas conexão via internet, especialmente por dispositivos móveis. Há, inclusive, especialistas que afirmam que o fenômeno da hiperconexão está conduzindo meios de comunicação e reorganizando as formas como compartilhamos conhecimento — cada vez mais real time — e geramos riqueza.

Hiperconectividade e os novos rumos da comunicação social na internet

Um dos primeiros estudiosos a decifrar o conceito de hiperconectividade foi Adrian Cheok, professor de Computação na City University London. Em seu livro ‘Hyperconnectivity and the Future of Internet Communication’ (Hiperconectividade e o Futuro da Internet, em tradução livre), lançado em 2015, ele analisa um conjunto de perspectivas sobre a rápida evolução da conectividade com a internet que deram origem a uma profunda mudança em níveis tecnológicos, sociais, políticos e econômicos em todo o globo.

O cientista aponta, por exemplo, como a internet influenciou nos resultados das eleições nos Estados Unidos em 2008 e também fenômenos de coletividade como a Primavera Árabe, como ficou conhecido o movimento civil que ocorreu em 2011 em diversos países do Oriente Médio e Norte da África. Fala também sobre como o forte crescimento econômico baseado em produtos e serviços virtuais.

Hiperconectividade e a transformações dos negócios

É importante pontuar que a hiperconectividade não se refere apenas à tecnologia que permite a comunicação e interação, mas também ao impacto que os recursos tecnológicos em ambiente digital têm na vida das pessoas, nos negócios, no governo e, principalmente, no comportamento social.

Cheok defende que a hiperconectividade resulta de uma combinação de maior disponibilidade de expansão da internet de banda larga com a proliferação de dispositivos de computação móvel. A própria computação em nuvem com sua enorme gama de facilidades para armazenamento, processamento e compartilhamento de dados e aplicações é parte deste movimento — de acordo com a IDC, a cloud computing deve continuar sendo um dos motores da transformação digital que está ocorrendo na América Latina, por exemplo, movimentando mais de 3,6 milhões de dólares somente no meio empresarial até 2020.

Um exemplo prático? A incorporação de sensores na cadeia de produção e distribuição tem ajuda empresas a melhorar seus níveis de produtividade e competitividade a medida que proporciona maior agilidade em menos tempo. Os dados gerados por estes dispositivos agora podem ser analisados e transmitidos via web com mais rapidez, o que diminui riscos e ajuda a reduzir custos com manutenção de máquinas e frota, entre outros.

Neste movimento entra também o conceito de Big Data, que é a utilização de sistemas robustos para estruturação e análise de dados aliada a conhecimentos e práticas que permitem encontrar padrões de comportamentos tanto da tecnologia quanto das pessoas (clientes, concorrência etc.). E tudo graças ao grande número de pontos de conexão, principalmente móvel, em dispositivos e objetos das mais variadas formas (Internet das Coisas).

O próprio movimento de conexão entre empresas e o surgimento de negócios que conseguem competir de igual para igual com grandes players vendendo pela internet (E-commerce) produtos manufaturados e também infoprodutos, especialmente relacionados ao conhecimento (livros digitais, ensino à distância etc.), está transformando o que conhecíamos até poucos anos como negócio.

Desafios da hiperconectividade para as empresas

Mas, nem tudo são flores. Há desafios que surgem com o fenômeno da hiperconectividade no mundo dos negócios. Entre eles, o aumento da concorrência — uma gama maior de novos empreendedores agora consegue competir com empresas já estabelecidas, especialmente na área de serviços —, a complexidade da comunicação com os clientes, que esperam atendimento e soluções rápidas para suas reivindicações. Há também um encurtamento do ciclo de vida dos produtos, pois os consumidores estão cada vez mais ávidos por novidades, além da grande quantidade de novas tecnologias com as quais as empresas têm que lidar.

— Leia também: Como a tecnologia está mudando a forma com que as empresas controlam finanças.

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