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Galaxy S 4: a entrada definitiva da Samsung no mercado corporativo?

Na próxima semana, especificamente no dia 14 de março, a Samsung revelará a próxima geração da linha de smartphones Galaxy, em seu modelo S IV. O evento Unpacked, que acontecerá em Nova Iorque, no Radio City Music Hall, será o início do mais novo bombardeio da fabricante sul-coreana em sua iniciativa mais arrojada: colocar, de maneira definitiva, o apelo da marca para a aquisição da nova linha de smartphones da companhia sob holofotes ainda mais reluzentes, e mostrar que o novo aparelho é capaz de superar as preocupações em torno da segurança do sistema operacional Android, para operar de maneira mais persuasiva dentro das empresas. 

Entre as especificações, o novo equipamento deve chegar com display de 4,99 polegadas, processador Samsung Exynos 5410, de oito núcleos de 1,8 GHz por core, e 2 GB de RAM, nas versões 16GB e 32 GB de armazenamento. Mas o Galaxy S IV será somente a ponta de toda a jogada corporativa da companhia. Este ano, a fabricante deu dois passos mais fortes em sua estratégia corporativa de convencer o CIO de que seus devices estão preparados para a jornada empresarial.

O primeiro, um lançamento apresentado no Mobile World Congress, é a solução para Byod Knox, ferramenta que incorpora a funcionalidade de segurança reforçada (SE) do Android desenvolvida pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, e serviços de integridade de gestão implementados tanto no hardware quanto no sistema operacional. Na camada de aplicativos, o Knox oferece uma solução que separa o uso profissional e pessoal no dispositivo móvel, criptografando arquivos do sistema, oferecendo proteção para que não haja vazamento dos dados e aplicativos de negócios, bem como barrando vírus e ataques de malware.

O outro é o reforço do Samsung for Enterprise (SAFE), que é a camada de segurança adicionada aos equipamentos da companhia para tornar o ambiente Android mais seguro e compatível a políticas de governança das empresas. Ambas mostram que a Samsung está, de fato, comprometida com as propostas corporativas – e também miram ganhar o espaço que tem sido amplamente dominado pela Apple e BlackBerry.

“(A Samsung) vem buscando tornar-se provedora de um portfólio mais completo, oferecendo ao mercado B2B não apenas mobilidade, mas também outros produtos, como impressoras, monitores e ar condicionado de forma integrada, o que pode conferir uma vantagem competitiva à empresa”, lembra Izabela Januário, analista da Frost & Sullivan. “O grande desafio da Samsung no mercado corporativo é diferenciar-se da plataforma Android, que não é uma “top of mind” dos CIOs, especialmente tratando de segurança.”

Vale ressaltar que essa corrida da Samsung par entrar de cabeça nas empresas não é uma simples busca por market share. Tendências apontam que o mercado corporativo, até 2015, deva representar a maior parcela das compras de mobilidade, pois o segmento de varejo, que atende aos usuários finais, estará sofrendo com a saturação das ofertas. O fabricante mais preparado contará com maiores oportunidades.

Izabela lembra, novamente, que a estratégia da companhia sul-coreana não está apenas travada em lançar novos dispositivos e soluções integradas, mas também em contar com profissionais capacitados para conversar com o C-Level. Vale ressaltar aqui, por exemplo, o anuncio da divisão B2B da Samsung, apresentada este mês no Samsung Forum, que aconteceu na Colômbia. Quem comandará a equipe é o ex-IBM Marcelo Zuccas, que tem uma meta arrojada: em 2020, 23% do seu faturamento da fabricante deve vir das empresas. “O mercado corporativo ainda é incipiente (em investimentos de mobilidade) e deverá permanecer em crescimento nos próximos anos”, afirma a analista.

Se a estratégia de cercar as possibilidades funcionará, trabalhando o sex appel da marca junto aos usuários e as questões de governança com os CIOs, somente os próximos meses poderão dizer. A expectativa é que no Unpacked surjam mais direcionamentos sobre esse amontoado de informações.

Fonte: http://crn.itweb.com.br/41507/galaxy-4-a-entrada-definitiva-da-samsung-no-mercado-corporativo/