Entenda como calcular o IOF

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Que o Brasil é um dos países que mais cobra impostos, você já sabe. Mas o que você não sabe é sobre o que incidem e como calcular cada um deles. Hoje, vamos entender um pouco mais sobre o destino dessa porcentagem dos seus ganhos e investimentos: o IOF.

Tem interesse no assunto? Acompanhe este post e descubra o que é e como calcular o IOF agora mesmo!

O que é o IOF?

O Imposto Sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF) é um tributo cobrado sobre toda atividade que envolve crédito, ou seja, empréstimo de dinheiro. Ele serve para que o governo controle a economia, acompanhando os índices sobre a demanda de crédito no país.

O responsável pelo recolhimento e pagamento do IOF para a Receita Federal é a empresa que cede o crédito. Ou seja, apesar de o valor estar incluído nas taxas que você terá que pagar ao banco ou administradora do cartão de crédito, por exemplo, quem o repassa ao Governo Federal são essas instituições.

Sobre quais serviços o IOF incide?

O IOF é um imposto bastante genérico, incidindo sobre diversos tipos de operações financeiras. As principais atividades que sofrem essa tributação são:

  • utilização de cheque especial;
  • cartão de crédito;
  • câmbio de moeda estrangeira;
  • empréstimos;
  • financiamentos;
  • investimentos;
  • seguro.

A alíquota — tarifa cobrada (em porcentagem) — depende do tipo de operação realizada, assim como a quantidade de dias pelos quais o crédito foi concedido. Portanto, a forma de calcular o IOF é específica para cada uma dessas transações.

Também é preciso ter atenção sobre o valor da alíquota, uma vez que ele pode ser alterado de acordo com as necessidades do Governo, sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional. As últimas alterações ocorreram nos anos de 2015 e 2016, mas é importante que você verifique as atualizações da Receita Federal antes de realmente efetuar o cálculo do IOF.

Como calcular o IOF?

Como você já percebeu, esse tributo incide de maneira diferente para cada uma das transações financeiras realizadas. Portanto, o cálculo é diferente em cada um desses casos. Entenda agora os principais deles.

Cartão de crédito nacional

O IOF não incide sobre compras parceladas sem juros ou à vista no cartão de crédito. Porém, quando você deixa de pagar a fatura na data do vencimento, o IOF é o cobrado. Nesse caso, a cobrança é de 0,38% sobre a operação somado a 0,0082% ao dia.

Para entender melhor, imagine que a sua fatura do cartão de crédito chegou com um valor de R$ 2.500,00 e você só possui R$ 1.500,00 para pagá-la. Nesse caso, o IOF vai incidir sobre os R$ 1.000,00 que você deixou de pagar. Imediatamente, você já terá que pagar o IOF sobre a operação, que será de R$ 3,80 — alíquota de 0,38%.

Se você só conseguiu quitar esse débito no mês seguinte, deixando-o em aberto por 30 dias, você ainda terá que pagar o IOF que incide ao dia, cuja alíquota é de 0,0082% sobre o valor devido naquele dia.

Porém, essa tarifa só é válida quando o cartão de crédito é utilizado em território nacional, sendo diferente para transações em outros países.

Empréstimo e financiamento

Se você solicitar um empréstimo ou realizar um financiamento como pessoa física, a alíquota do IOF é semelhante à do cartão de crédito usado em território nacional. Ou seja, a tributação é de 0,38% sobre a operação somado a 0,0082% ao dia.

Já no caso de empréstimo realizado para pessoa jurídica, o imposto sobre a operação é o mesmo (0,38%). Porém, a alíquota diária do IOF é de 0,0041%. O mesmo ocorre para financiamentos.

Cartão de crédito internacional e câmbio

O IOF também incide sobre o uso do cartão de crédito fora do país. Nesse caso, as taxas são bem maiores do que as referentes ao uso no Brasil, sendo de 6,38% sobre o total. Portanto, se você viajou para outro país e gastou R$ 2.000,00 em território internacional, terá que pagar R$ 127,60 de IOF.

Porém, o imposto é diferente quando se trata de operações de câmbio. A alíquota nesse caso é de 1,1%. Isso significa que se, em vez de gastar R$ 2000,00 no cartão de crédito, você optasse por trocar o real pela moeda local do país, você pagaria apenas R$ 22,00 de IOF.

Cheque especial

O cheque especial é um tipo de empréstimo e, por isso, também possui tributação do IOF. A situação é semelhante ao uso do cartão de crédito em território nacional, empréstimos e financiamentos. Ou seja, o IOF sobre essa operação é de 0,38%, somado a 0,0082% ao dia.

Seguro e investimento

No caso dos seguros e investimentos, há uma grande particularidade. O IOF que incide sobre essas operações varia de acordo com o tipo de investimento ou seguro realizado.

No caso de seguro de veículos, por exemplo, o IOF é de 7,38% sobre o prêmio. Já em relação aos investimentos, o tributo é referente aos seus rendimentos obtidos, dependendo do tipo de investimento escolhido.

Algumas considerações sobre o cálculo do IOF

É importante que você fique atento ao fato de que o IOF é apenas uma das taxas referentes a esse tipo de operação. Existem outros impostos que podem alterar o valor final a ser pago, assim como taxas da instituição que oferece o crédito ou realiza o câmbio. Portanto, é importante que, ao calcular o custo-benefício desse tipo de operação, você fique atento a todos esses fatores.

Além disso, os cálculos da taxa diária de IOF são mais complexos, o que dificulta a sua realização de maneira manual. Para acompanhar todos os impostos e transações financeiras realizadas na sua empresa, um software ou planilha podem ser aliados, gerando dados precisos e com baixo índice de erros para que você tome decisões assertivas.

Saber como calcular o IOF é importante para que você escolha as melhores opções de crédito para você e seu negócio. Dessa forma, você tem maior consciência sobre os tributos cobrados pela Receita Federal, assim como o destino do seu dinheiro.

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