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Entenda como calcular o IOF

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Que o Brasil é um dos países que mais cobra impostos, você já sabe. Porém, o que você não sabe é sobre o que incidem e como calcular cada um deles. Hoje, vamos entender um pouco mais sobre o destino dessa porcentagem dos seus ganhos e investimentos e te mostrar como calcular IOF.

O IOF é um dos principais impostos que incidem sobre as nossas operações financeiras diárias. Saber quando ele incide (e a base de cálculo), portanto, é fundamental para reduzir gastos e melhorar a receita de seus investimentos. Afinal, você conseguirá calcular o valor exato do tributo em todas as suas operações, evitando cenários em que um valor elevado é pago.

Tem interesse no assunto? Então, acompanhe este post e descubra o que é e como calcular o IOF agora mesmo!

O que é o IOF?

O Imposto Sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF) é um tributo cobrado sobre toda atividade que envolve crédito, ou seja, empréstimo de dinheiro. Ele serve para que o governo controle a economia, acompanhando os índices sobre a demanda de crédito no país.

O responsável pelo recolhimento e pagamento do IOF para a Receita Federal é a empresa que cede o crédito. Ou seja, apesar de o valor estar incluído nas taxas que você terá que pagar ao banco ou administradora do cartão de crédito, por exemplo, quem o repassa ao Governo Federal são essas instituições.

O IOF foi instituído em 1990, junto com o Plano Collor. Ele tinha como objetivo, na época, reduzir a chamada “ciranda de crédito”, operações em que o dinheiro mudava entre aplicações continuamente para sempre garantir a maior lucratividade possível.

Hoje, o imposto auxilia o governo a regular as operações de crédito e, ao mesmo tempo, age como instrumento de arrecadação — em cenários de ajuste fiscal, é comum que o tributo seja elevado para compensar as perdas financeiras no orçamento.

Sobre quais serviços o IOF incide?

O IOF é um imposto bastante genérico, incidindo sobre diversos tipos de operações financeiras. As principais atividades que sofrem essa tributação são as seguintes:

  • a utilização de cheque especial;
  • as compras de produtos pagas com cartão de crédito;
  • as operações de câmbio de moeda estrangeira;
  • a realização de empréstimos;
  • qualquer tipo de financiamento;
  • a realização de um conjunto de investimentos;
  • as operações de seguro.

A alíquota — tarifa cobrada (em porcentagem) — depende do tipo de operação realizada. O mesmo vale para a quantidade de dias pelos quais o crédito foi concedido.

Portanto, a forma de calcular IOF é específica para cada uma dessas transações. Justamente por isso, saber como calcular o IOF é um passo fundamental para reduzir gastos e garantir o máximo de lucratividade no seu dia a dia.

Também é preciso ter atenção sobre o valor da alíquota, uma vez que ele pode ser alterado de acordo com as necessidades do Governo, sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional. As últimas alterações ocorreram nos anos de 2015 e 2016, mas é importante que você verifique as atualizações da Receita Federal antes de realmente efetuar o cálculo do IOF.

Como calcular o IOF?

Como você já percebeu, esse tributo incide de maneira diferente para cada uma das transações financeiras realizadas. Portanto, o cálculo é diferente em cada um desses casos.

Veja a seguir como calcular o IOF em cada operação financeira do seu dia a dia!

Cartão de crédito nacional

O IOF não incide sobre compras parceladas sem juros ou à vista no cartão de crédito. Porém, quando você deixa de pagar a fatura na data do vencimento, o IOF é o cobrado. Nesse caso, a cobrança é de 0,38% sobre a operação somado a 0,0082% ao dia.

Para entender melhor, imagine que a sua fatura do cartão de crédito chegou com um valor de R$ 2.500,00 e você só tem R$ 1.500,00 para pagá-la. Nesse caso, o IOF vai incidir sobre os R$ 1.000,00 que você deixou de pagar.

Imediatamente, você já terá que pagar o IOF sobre a operação, que será de R$ 3,80 — alíquota de 0,38%. Além disso, haverá a cobrança em cima do valor em aberto considerando o tempo necessário para quitá-lo.

Se você só conseguiu quitar esse débito no mês seguinte, deixando-o em aberto por 30 dias, você ainda terá que pagar o IOF que incide ao dia. A alíquota será de 0,0082% sobre o valor devido naquele dia (incluindo, aí, os juros correspondentes).

Porém, essa tarifa só é válida quando o cartão de crédito é utilizado em território nacional. Quando as transações foram realizadas em outros países, o valor é outro (mas a forma de cobrança segue o mesmo princípio).

Empréstimo e financiamento

Se você solicitar um empréstimo ou realizar um financiamento como pessoa física, a alíquota do IOF é semelhante à do cartão de crédito usado em território nacional. Ou seja, a tributação é de 0,38% sobre a operação somado a 0,0082% ao dia.

Já no caso de empréstimo realizado para pessoa jurídica, o imposto sobre a operação é o mesmo (0,38%). Porém, a alíquota diária do IOF é de 0,0041%. O mesmo ocorre para financiamentos.

Como nesse caso o cálculo do IOF mudará conforme o prazo do empréstimo, é sempre bom avaliar se vale a pena escolher um período de pagamento mais amplo. Afinal, quanto maior o número de parcelas, maior será o imposto. Portanto, avalie todas as opções de pagamento disponíveis antes de decidir qual a forma de pagamento que incidirá menos nas suas receitas.

Cartão de crédito internacional e câmbio

O IOF também incide sobre o uso do cartão de crédito fora do país. Nesse caso, as taxas são bem maiores do que as referentes ao uso no Brasil, sendo de 6,38% sobre o total. Portanto, se você viajou para outro país e gastou R$ 2.000,00 em território internacional, terá que pagar R$ 127,60 de IOF.

O cálculo do IOF nas operações de cartão de crédito realizadas foras do país, portanto, deve sempre ser considerado junto com taxas bancárias e o valor do câmbio. Desse modo, você poderá evitar surpresas ao voltar da sua viagem.

Porém, o imposto é diferente quando se trata de operações de câmbio. A alíquota nesse caso é de 1,1%. Isso significa que se, em vez de gastar R$ 2000,00 no cartão de crédito, você optasse por trocar o real pela moeda local do país, você pagaria apenas R$ 22,00 de IOF.

Cheque especial

O cheque especial é um tipo de empréstimo e, por isso, também tem tributação do IOF. A situação é semelhante ao uso do cartão de crédito em território nacional, empréstimos e financiamentos. Ou seja, o IOF sobre essa operação é de 0,38%, somado a 0,0082% ao dia.

Como esse é um empréstimo que tem alta taxa de juros, a melhor alternativa é buscar outras opções no mercado, com índices menores. Desse modo, você poderá resolver emergências financeiras com baixo custo e um cálculo de IOF menor.

Seguro e investimento

No caso dos seguros e investimentos, há uma grande particularidade. O IOF que incide sobre essas operações varia de acordo com o tipo de investimento ou seguro realizado.

No caso de seguro de veículos, por exemplo, o IOF é de 7,38% sobre o prêmio. Já em relação aos investimentos, o tributo é referente aos seus rendimentos obtidos, dependendo do tipo de investimento escolhido.

Em alguns investimentos de renda fixa, por exemplo, a taxa de IOF cai progressivamente conforme o investidor mantém os seus recursos aplicados. Em alguns cenários, aliás, ela pode ser zerada após um determinado período.

Por isso é importante avaliar sempre se é uma boa escolha resgatar um valor aplicado antes que um investimento como o título da dívida ou uma LCA vença. Afinal, além de tributos como o Imposto de Renda, você também terá que lidar com uma taxa de IOF elevada.

Algumas considerações sobre o cálculo do IOF

Como apontamos, é importante que você fique atento ao fato de que o IOF é apenas uma das taxas referentes a esse tipo de operação. Existem outros impostos que podem alterar o valor final a ser pago, assim como taxas da instituição que oferecem o crédito ou realiza o câmbio.

Portanto, é importante que, ao calcular o custo-benefício desse tipo de operação, você fique atento a todos esses fatores. Em alguns casos, como é o cenário dos investimentos, manter o valor aplicado por mais alguns dias pode gerar taxas muito menores para o investidor.

Além disso, os cálculos da taxa diária de IOF são mais complexos, o que dificulta a sua realização de maneira manual. Para acompanhar todos os impostos e transações financeiras realizadas na sua empresa, um software ou planilha podem ser aliados, gerando dados precisos e com baixo índice de erros para que você tome decisões acertadas.

Atualmente, é quase impossível escapar do pagamento de tributos. Todas as esferas do poder executivo têm o direito de cobrar impostos sobre operações como investimentos, a contratação de serviços ou mesmo a realização de operações de crédito.

Para evitar que essas atividades interfiram nas suas receitas, conhecer como os tributos são coletados e em quais cenários é possível reduzi-los é crucial. Afinal, isso dará mais valor para o seu dinheiro e evitará vários problemas.

Saber como calcular IOF, nesse sentido, é importante para que você escolha as melhores opções de crédito para você e seu negócio. Dessa forma, você tem maior consciência sobre os tributos cobrados pela Receita Federal, assim como o destino do seu dinheiro.

Como o IOF afeta o dia a dia do seu negócio? Conta pra gente nos comentários!