Entenda como a folha de pagamento impacta nos custos operacionais!

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O gerenciamento de custos operacionais em uma empresa é uma tarefa muito delicada e que merece atenção redobrada dos proprietários. Nesse cenário, a folha de pagamento é um dos principais gastos que precisam ser analisados com muita cautela.

Uma falha nesse processo pode prejudicar severamente todo o andamento de um negócio, podendo levá-lo rapidamente a uma situação complicada que pode levar a empresa a fechar as portas.

No artigo de hoje, mostraremos como a folha de pagamento impacta os custos operacionais da sua empresa. Acompanhe-nos nesta leitura e explore esse assunto tão relevante para o seu negócio.

A folha de pagamento e os diferentes tipos de negócio

A atividade ou o faturamento de uma empresa pode causar muita diferença no montante gasto com pessoal no final de um mês. Isso ocorre devido à mudança no regime tributário do negócio. Por exemplo, uma empresa que desenvolve uma atividade que a obrigue a escolher entre o regime do Lucro Real ou Presumido, terá os seus custos com pessoal elevados significativamente.

Essas empresas são obrigadas a contribuir com um percentual de 20% sobre o total da folha de pagamento a título de contribuição para o INSS. Além desse percentual, é exigido delas o pagamento de uma série de órgãos relacionados ao trabalho, entre eles: SAT, Salário Educação e INCRA/SENAI/SESI/SEBRAE, dependendo do tipo de atividade.

Assim, caso um funcionário tenha um salário de R$ 1.000,00, além de ter que arcar com esse pagamento, a empresa terá um custo adicional de aproximadamente 68%, considerando os percentuais mencionados e os outros custos, como 13°, férias e FGTS depositado e rescisório.

Ainda neste artigo mostraremos os custos envolvidos em uma folha de pagamento, mas para você começar a entender, esse colaborador custará cerca de R$ 1.680,00 para a empresa.

Por outro lado, aqueles empreendimentos que estão aptos a se enquadrar no regime de tributação do Simples Nacional podem se beneficiar com uma redução considerável nos custos da sua folha de pagamento. Isso ocorre porque, para essas empresas, não há a cobrança de alguns dos órgãos trabalhistas mencionados, nem mesmo a contribuição patronal do INSS, que corresponde a 20% sobre o total da folha.

Assim, se pegarmos o mesmo exemplo do colaborador que recebe R$ 1.000,00 por mês, teremos um custo total de aproximadamente 40%, considerando todos os demais pagamentos que devem ser feitos. Nesse caso, o montante a ser gasto seria de R$ 1.400,00.

Valor máximo saudável para gastos com pessoal

Não existe um montante fixo considerado saudável para gastar com a folha de pagamento, afinal, cada empresa tem suas particularidades relacionadas à sua atividade e às formas de trabalho.

Entretanto, esses custos costumam corresponder de 15% a 20% do faturamento de uma empresa. Quanto maior for o percentual que a sua folha de pagamento consome das suas vendas, menor será o seu lucro e mais elevado o risco de o negócio tomar prejuízo.

O que pode ocorrer quando os gastos com a folha são muito altos

Pegando o gancho do item anterior, quando uma empresa ultrapassa os limites mencionados, podemos perceber uma espécie de inchaço nas contas do negócio. Isso pode ocorrer, principalmente, quando há uma queda no número de vendas ou serviços.

Quando isso ocorre, o que a gestão deve fazer é verificar a possibilidade de reduzir a sua folha de pagamento. Porém, isso deve ser feito com muita cautela, tendo em vista que essa prática pode afetar a organização e a operacionalização do seu negócio.

Alguns cortes de pessoal podem causar um impacto negativo na produção da empresa, reduzindo a qualidade e, consequentemente, impactando negativamente seus lucros. Por isso é tão importante que a empresa tenha pleno e total controle de todos os custos que envolvem a contratação de um colaborador.

Os encargos da folha de pagamento

Agora que você já conhece melhor os pontos que impactam a lucratividade da empresa, vamos mencionar os encargos que são encontrados na folha de pagamento dos negócios. Continue lendo!

O INSS é um dos principais e mais custosos, entretanto, não estamos citando aquele percentual que é descontado do funcionário, mas sim o montante de 20% que é chamado de INSS Patronal e é devido apenas para as empresas não optantes pelo Simples Nacional.

Além desse custo, temos outro velho conhecido dos trabalhadores e, principalmente, empregadores, o FGTS. Ele corresponderá a 8% sobre o salário de cada um dos funcionários. Além desses encargos, também teremos:

  • SAT: que pode ser de até 3%
  • Salário Educação: 2,5%;
  • SEBRAE/SENAI/INCRA/SESI: 3,30%;
  • provisão para multa rescisória: 4%;
  • provisão para 13° salário: 8,33%;
  • provisão de férias: 11,11%;
  • INSS sobre 13°e férias (provisão): 7,93%.

Vale lembrar que os três primeiros encargos não serão devidos para as empresas tributadas pelo Simples Nacional, conforme mencionamos em outro tópico deste artigo.

As formas de minimizar o impacto dos custos com pessoal

Não há como suprimir o custo com pessoal, afinal, ele é necessário para que o seu negócio funcione corretamente. Se houver um corte, sem a correspondente e anterior redução no número de vendas, pode ser que a sua empresa diminua a quantidade produtiva ou a qualidade dos trabalhos executados.

Assim, a forma mais eficiente de minimizar os impactos dos custos com pessoal é controlar tudo. Você deve criar uma rotina de controle extremamente eficiente e que seja capaz de mostrar, detalhadamente, os custos com folha de pagamento, bem como o montante que ela corresponde do seu faturamento.

Dessa forma, você evita uma falha comum entre as empresas e que prejudica severamente as suas contas: pagar por algo que não se conhece. Ao controlar os gastos com a folha de pagamento, você encontrará possíveis gargalos que possam estar drenando seus recursos e, rapidamente, contê-los.

Por fim, podemos concluir que a folha de pagamento é um custo necessário e fundamental em uma empresa, afinal, você precisa dela para desenvolver as suas atividades. Porém, é crucial saber gerir esses custos de modo que eles não superem o percentual de lucro que o seu negócio possa auferir.

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