Com SmartCloud Enterprise Plus, IBM quer o cliente focado no negócio

Caito Maia, dono da Chilli Beans: “a minha intuição é realmente muito forte”
13 de novembro de 2012
Brasil não prioriza TI, afirma Cassio Dreyfuss, do Gartner
14 de novembro de 2012
A IBM anuncia oficialmente a disponibilidade do serviço de computação em nuvem SmartCloud Enterprise Plus (SCE+) para o mercado brasileiro, solução de cloud privada que é gerenciada, administrada e hospedada pela Big Blue, sendo estes os principais diferenciais da já existente oferta de SCE pública, onde toda a infraestrutura era supervisionada pelo próprio cliente.

Rodando no data center da companhia localizado em Hortolândia (SP), o SCE+ traz um novo horizonte para os provedores de sistemas gerenciados (MSP, na sigla em inglês), que poderão ofertar diversos serviços na nuvem da IBM no modelo white label, por exemplo, e também desponta uma oportunidade para o canal convencional, que poderá servir como um indicador de clientes para a fabricante, assim como também poderá usar toda a infraestrutura para expandir suas capacidades de entregar serviço aos seus clientes.

“O diferencial do SCE+ é exatamente a possibilidade de colocar a empresa dentro do seu core business, deixando que a IBM ou um parceiro pense no ambiente de TI”, comenta Gustavo Annarumma, líder das iniciativas de cloud computing da Big Blue para a América Latina. “O CIO cada vez mais sente a pressão da cobrança do olhar mais próximo aos negócios, além das requisições de diminuição de custos, flexibilização da infraestrutura, e aumento da segurança, com baixo risco operacional e maior visibilidade das ameaças. A nuvem se apresenta de maneira extremamente interessante neste sentido.”

O SCE+ em essência é voltado para grandes empresas, o que marca o principal diferencial em relação ao SCE, que pode ser usado por PMEs em diversas necessidades. “Mas essa visão é mais assertiva pensando na carga e momento que a empresa vive. Se analisar bem, uma empresa pode começar pela versão pública e crescer, terceirizando, aos poucos, a infraestrutura para o parceiro ou para a IBM. É um caminho natural e existe espaço para as duas ofertas”, avalia o executivo.

Os parceiros de outsourcing da fabricante também estão na mira de sua escalada em direção à nuvem, que tem a meta de, até 2015, contabilizar 7 bilhões de dólares em receita apenas em cloud computing. “Estamos bem focados em transformar o ambiente de oferta desses parceiros em provedores de nuvem, pois a oferta do SCE e SCE+ é muito próxima com o modelo de negócios deles, sendo um atrativo grande para ambas as partes”, pontua Edna Masuda, executiva de serviços de cloud computing da IBM.

Pontos-chave da oferta de SCE+

Entre os principais argumentos levantados pelos executivos da IBM foram destaque:

>> o fato do data center estar em território nacional, atendendo a uma série de normas e regulamentações brasileiras;
>> o ambiente padronizado (diminuindo o risco de ‘erros humanos’);
>> a utilização das plataformas x86 e Risc;
>> a capacidade elástica de adicionar CPUs virtualizadas, seja para momentos de maior necessidade ou para projetos;
>> SLAs para atender diversos tipos de cargas de processamento;
>> o gerenciamento IBM até o nível do sistema operacional, além das configurações de rede, firewall e acesso;
>> o auto-serviço via portal dedicado ao cliente, que dá ao usuário a capacidade de definir as políticas e sistemas que prefere usar, além da adição, por parte da fabricante, das regras de ITIL necessárias.

O CIO ainda pode ver bastante vantagem na forma como a solução pode ser gerida, pois, além de entregar algumas funcionalidades na mão de usuários (como a rápida criação de um ambiente para desenvolvimento de um projeto, por exemplo), o executivo consegue, através de relatórios, fazer a fragmentação da cobrança por setores, dando à empresa a visibilidade sobre quais áreas mais consomem recursos de TI. “Estamos entregando velocidade e controle parcial ao usuário e segurança total da nuvem ao CIO, que pode, inclusive, optar por aprovar requisição de novos espaços e infraestruturas, entre outras coisas”, observa Thiago de Jesus Videira, gerente de produto SCE e SCE+ da fabricante.

Fato é que todas as soluções da IBM, desde o mainframe até os produtos de análise se dados e social business, estão integradas no SmartCloud Enterprise, seja público ou privado, dando ainda mais força à consolidação da oferta, sendo, inclusive, um diferencial bastante palpável em relação a concorrentes como a HP, por exemplo.

A força do mercado brasileiro

José Luis Spagnuolo, diretor de cloud computing da IBM Brasil, reforça que a companhia tem um foco muito forte em crescer no País e, por mais que computação em nuvem seja o pilar da expansão da empresa em todo o mundo, a implementação do SCE+ em território nacional mostra o quanto o mercado local é importante em âmbito global. “Contamos com essa oferta no Japão, Alemanha, França, Canadá, Estados Unidos, Austrália e agora no Brasil, que servirá de hub para a América Latina. É uma grande aposta”, afirma.

Annarumma reforça a declaração do colega, dizendo que entre, os mercados em crescimento, o País se mostra como uma das maiores forças para o crescimento das ofertas de cloud computing e que, aos poucos, “haverá um salto na forma como o Brasil será visto no patamar tecnológico em todo o mundo.”

Fonte: http://crn.itweb.com.br/39728/com-smartcloud-enterprise-plus-ibm-quer-o-cliente-focado-no-negocio/